quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Poupar aumenta a qualidade de vida


Quero partilhar com todos algo que me ocorreu ao analisar um conjunto de situações, que à partida não estariam relacionadas.

Abandono de Idosos
As novas estruturas familiares resultantes das exigências do mercado de trabalho, resultantes de uma sociedade muito descaracterizada, e até resultantes da crescente falta de valores com que nos deparamos dia-a-dia, levaram a que o abandono de idosos tenha aumentado de forma assustadora. Infelizmente todos os dias são tornadas públicas notícias de maus tratos, de mortes por solidão, de mendicidade, etc.

Sedes de Associações Encerradas
Nas mais diversas zonas do País existem sedes de associações recreativas, culturais e desportivas, que por variadíssimas razões se encontram encerradas, portanto sem qualquer tipo de utilidade no momento.

Desemprego
O número de desempregados, como se sabe, tem vindo a aumentar nos últimos anos, podemos encontrar nesse rol, Animadores Culturais e Sociais, Psicólogos, Professores, Auxiliares, etc. Pessoas válidas, com muito para dar ao seu semelhante.

Serviço Nacional de Saúde
A faixa etária com maior percentagem de utentes do SNS, é sem sombra de dúvida a que se refere aos idosos, as filas de madrugada por uma consulta, o tipo de medicamentos prescritos pelos médicos e o aumento da esperança de vida, são alguns dos muitos sinais que nos levam a ter certeza da necessidade de olhar para os idosos do SNS de outra forma.
 

Com estes dados, proponho que se disponibilizem as sedes de associações, com ou sem actividade, para que possam acolher os idosos que necessitam de uma palavra amiga, de um ombro amigo, ou de uma actividade que os faça sentir úteis, e ao mesmo tempo fazê-los esquecer as tormentas diárias. Para isso, poderemos contar com os centros de emprego, onde recrutaremos a massa humana necessária a cada uma das exigências geográficas. Todos os profissionais poderão ser requisitados numa situação de desemprego activo, ou seja, sem custos adicionais para o estado. Na minha opinião estarão reunidas condições para pouparmos ao SNS, muitos milhares de euros, retirando dos centros de saúde e dos hospitais, milhares de utentes, que afinal, a única coisa que precisam, é de carinho e atenção.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

os grandes e OS PEQUENOS

A vitória de Portugal na Colômbia frente à França, e o consequente apuramento para a final do Mundial de Futebol em sub-20, vem pôr a descoberto as negociatas que orientam a gestão dos clubes. Num País em recessão gastam-se dezenas de milhões de euros em jogadores estrangeiros, grande parte deles de qualidade duvidosa em relação ao investimento por eles feito. Em sentido contrário, emprestam-se e vendem-se jovens jogadores, de elevada qualidade, que raramente lhes são dadas oportunidades nos clubes que os formam. Esta inversão de prioridades fará, mais tarde ou mais cedo, com que os jovens praticantes das mais diversas modalidades, se questionem em relação ao seu percurso enquanto desportistas. Claro que valerá sempre a pena enveredar pela prática desportiva, para isso estarão sempre de braços abertos os pequenos clubes, de orçamentos reduzidos, que vivem de mão estendida a ver outros que nada trazem à valorização do desporto como escola de virtudes, esbanjar milhões. Vamos ajudar os clubes dos nossos Concelhos a continuar a luta por melhor formação, quase que me dá vontade de apelar a que boicotem os jogos dos "grandes", e aquilo que se poupar reverta para promover o desporto das nossas terras.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Risco de contágio

As notícias assustadoras dos últimos dias, a propósito dos tumultos na Grã-Bretanha, levam essencialmente, a que nos interroguemos das motivações e finalidade dos protestos. As medidas de austeridade, os problemas sociais, raciais e religiosos, o desemprego, etc., poderão justificar indignação, mas nunca manifestada da forma que temos presenciado agora em Inglaterra, e anteriormente na Grécia e em França. Por outro lado, a nossa habitual denominação de "povo de brandos costumes", não nos pode fazer esquecer a proximidade geográfica de todos os incidentes referidos. Mas ainda mais preocupante, é sermos confrontados com as idades dos revoltosos, na sua esmagadora maioria tratam-se de jovens, e alguns são crianças de 10,11,12 anos, o que torna a situação ainda mais devastadora.
O que podemos fazer para reduzir o risco de contágio?
O desporto e a cultura podem ter um papel determinante na profilaxia de desvios sociais, é necessário que governo e autarquias apoiem quem no terreno, voluntariamente trabalha nas mais diversas associações, de modo a que crianças e jovens possam ser formados e encaminhados, para uma sociedade mais justa e solidária, onde o egoísmo e a inveja possam ser exterminados. As políticas de proximidade são a única forma de minimizarmos os riscos de doenças sociais, algumas delas crónicas. Cada um de nós na nossa aldeia, vila ou cidade, no nosso bairro ou na nossa rua, terá que participar mais nas iniciativas levadas a efeito, e no caso de pouca actividade local, promovê-la. A minha experiência de dirigente associativo, tem sido muito gratificante, no caso da prática desportiva, já assisti a diversos casos de integração social, que são bem o exemplo daquilo que desejamos para a nossa sociedade. O voluntariado nas "colectividades", é, como o nome indica, trabalhar para o colectivo, vamos todos fazê-lo.

sábado, 6 de agosto de 2011

políticos e iogurtes

Como todos sabem, Álvaro Pedro eternizou-se por trinta e muitos anos no poder, seria impensável, mas ele conseguiu. As causas desse "reinado" foram muitas, e não vale a pena voltar a enunciá-las, mas como ele, outros políticos locais, nacionais e internacionais trocam a causa pública por qualquer coisa de inexplicável, que os mantém vivos como se de oxigénio se tratasse.
Há alguns anos atrás, li uma entrevista a um autarca que na altura era vice-presidente de Câmara, em que o questionavam a propósito da sua "natural" candidatura a presidente, pois em vésperas de Eleições Autárquicas, o presidente tinha "ascendido" ao cargo de secretário de estado. Tal como o presidente, o vice estava no cargo há 12 anos, o que o levou a responder com muita tranquilidade e coerência: "os políticos são como os iogurtes, têm prazo de validade"