As notícias assustadoras dos últimos dias, a propósito dos tumultos na Grã-Bretanha, levam essencialmente, a que nos interroguemos das motivações e finalidade dos protestos. As medidas de austeridade, os problemas sociais, raciais e religiosos, o desemprego, etc., poderão justificar indignação, mas nunca manifestada da forma que temos presenciado agora em Inglaterra, e anteriormente na Grécia e em França. Por outro lado, a nossa habitual denominação de "povo de brandos costumes", não nos pode fazer esquecer a proximidade geográfica de todos os incidentes referidos. Mas ainda mais preocupante, é sermos confrontados com as idades dos revoltosos, na sua esmagadora maioria tratam-se de jovens, e alguns são crianças de 10,11,12 anos, o que torna a situação ainda mais devastadora.
O que podemos fazer para reduzir o risco de contágio?
O desporto e a cultura podem ter um papel determinante na profilaxia de desvios sociais, é necessário que governo e autarquias apoiem quem no terreno, voluntariamente trabalha nas mais diversas associações, de modo a que crianças e jovens possam ser formados e encaminhados, para uma sociedade mais justa e solidária, onde o egoísmo e a inveja possam ser exterminados. As políticas de proximidade são a única forma de minimizarmos os riscos de doenças sociais, algumas delas crónicas. Cada um de nós na nossa aldeia, vila ou cidade, no nosso bairro ou na nossa rua, terá que participar mais nas iniciativas levadas a efeito, e no caso de pouca actividade local, promovê-la. A minha experiência de dirigente associativo, tem sido muito gratificante, no caso da prática desportiva, já assisti a diversos casos de integração social, que são bem o exemplo daquilo que desejamos para a nossa sociedade. O voluntariado nas "colectividades", é, como o nome indica, trabalhar para o colectivo, vamos todos fazê-lo.
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